quinta-feira, 16 de agosto de 2007

::moveover::


Tenho coisas a escrever, mas falta ânimo...desconfio que pode ser uma anemia (também/além de). O tal do inferno astral está aí, faltam...23 dias?Vinte e três dias para acontecer várias chatisses. Essa data não costuma ser das melhores pra mim. Não acontece nada de especial desde que eu tinha, sei lá, 09 anos. Talvez. Je veux mourir!
Estou aqui há um ano e alguns meses, será que posso chamar de meu quarto? Tem coisas minhas ali no canto, uma poltroninha...No mural de fotos, tem meu rosto também...o cesto rosa, tem roupas minhas. Tem violetas (minhas) na prateleira, mesmo não sendo as minhas favoritas (gérberas, em primeiro lugar). Minha ursa de pelúcia tá ali também...Posso chamar de meu também?
Veja, estou com medo agora. Não boto tanta fé, não sei mais se acredito. Não que as 'coisas' mudaram, mas as pessoas. Aliás, pessoa muda?
Eu vejo pessoas que são o que sempre foram, mas agora, realmente o são. Digo, aquilo sempre esteve ali, mas aparece só depois, com alguns, sei lá porquê (tá difícil colocar as idéias no lugar hoje). Então, você muda?
Muda ou oscila entre um e outro? Um e outro e vários?

Vários 'vocês' me parece mais correto. Quantas pessoas nós conseguimos ser? Existe um limite tipo troca de jogador no futebol ou é como as substituições no basquete?
Somos tantos personagens para cada situação, cada pessoa, cada conversa no telefone, deixamos de ser um e criamos outro. A mesma menina quietinha escondida debaixo do capuz no fundo da sala, é aquela que está afônica no bar de tanto gritar bebendo tequila na quarta/quinta à noite...e é a mesma vestida de gnomo com uma margarida de espuma gigante na cabeça no palco do Tamoio. Ou aquela imóvel em cima da cama, olhando o primeiro dia de lua crescente. É complicado ter que se administrar em meio a tantas pessoas embutidas.

Ele me disse, naquele frio, entre a fumaça, no reflexo da água, que queria ter um botão liga/desliga nele mesmo. Pra poder dar um tempo de vez em quando. (eu também queria)

Se ele não tivesse saído correndo, a gente poderia ter visto o reflexo dos prédios na água de ponta cabeça denovo. Deve fazer uns 8 anos que eu não faço isso. E não fiz.

But...what the f* can I do???



PS. Bebês são fofos demais.
PS2. Cachorros também!!! =P

Vive l'amour!!!!





now playing > Janis Joplin,'Summertime'

8 comentários:

::Carlota:: disse...

viva!!! postei!!!

Anônimo disse...

Menina nao esta sozinha nessas "nóias".....pessoas mudam? Nao sei, mas ficam diferentes com o tempo, eu sei, eu percebo isso......mas nós mudamos sim, saimos de casa, estamos longe da cidade q nascemos, em fim, se os outros mudaram, nós tbm, e te garanto, pra melhor....eu sei, eu percebo isso.....

Anônimo disse...

Au

Anônimo disse...

Au au eu diria Sandro.. ahhaa...
ta muito creme glacê pra ser vc esse texto.. teus textos sao bem mais cheio de ira.. fobias e analogias .. hahahha... to falando serio mas zoando tb, cabe a mim fazer a critica disso tudo aqui, acha que eu nao sei?? entao.. legal mas.. parece que nao é vc.. ai que medaaaaa PESSOAS MUDAM!!! MUDAM MESMO... sobre tudo o gadeia e eu mesma.. vc sabe como é .. um geminiano ali, outro aqui, outro ali lendo... e uma hora eu descubro que sou os tres... os 6.... etc... viva Saivz

Anônimo disse...

foda é o portugues sem coesao sem correcao.. sem.. sem pontuacao adequada... sem plural na hora que precisa de plural... bela pessoa pra ser a sua personal critics hann?

Porto disse...

Carlota Maria, pessoas vibram, pessoas vibram... É só caso de sintonia. Limpe os ruídos à sua volta, vc vai voltar a vibrar bem novamente ;-). E veja os dias lá do Boa Vista, não deixa a chama morrer...
Até segunda, abraço!

Gustavot Diaz disse...

Silêncio. A noite é sempre um ruído interno, presente, crescendum: até se fazer dia. Cores opostas, opostas complementares. Esta menina de pele branca e cabelos negros como a noite, coincidem negro e azul, solidão e tristeza, jazz e blues. Numa espaçonave imensa que se chama coração, esta menina pousa em meus sonhos, posa, distante, em minha imaginação. O difícil é não se apaixonar...
Mudamos? Que importa, se isto é o mais interessante da vida?
Em cada segundo te conheço para no segundo posterior reconhecer que deixei de te conhecer... Mas agora me conheço mais!

Um beijo,
Gustavot

Gustavot Diaz disse...

Silêncio. A noite é sempre um ruído interno, presente, crescendum: até se fazer dia. Cores opostas, opostas complementares. Esta menina de pele branca e cabelos negros como dia e noite, coincidem negro e azul, solidão e tristeza, jazz e blues. Numa espaçonave imensa que se chama coração, esta menina pousa em meus sonhos, posa, distante, em minha imaginação.
Mudamos? Que importa, se isso é o mais interessante na vida?
Em cada segundo te conheço para no segundo posterior reconhecer que não mais te conheço... Porém agora eu te conheço mais!

Um beijo,
Gustavot